PORTALCTMC
Curiosidades|00:00

Mini 'Arteries-on-a-Chip' Podem Prever o Risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Modelos personalizáveis da artéria carotídea revelam sutis diferenças no risco de AVC.

Mini 'Arteries-on-a-Chip' Podem Prever o Risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC)

A Nova Fronteira na Predição de AVCs

Pesquisadores trouxeram inovações na medicina vascular ao criar cópias miniaturizadas da artéria carotídea de uma pessoa, o que pode ajudar médicos a prever e gerenciar o risco de acidente vascular cerebral (AVC). Um estudo publicado em julho na revista Cell Biomaterials revela como essas "artérias-em-um-chip" permitem o monitoramento do fluxo sanguíneo real através das artérias carotídeas de um paciente, responsáveis por levar sangue ao cérebro, rosto e pescoço.

Essa técnica inovadora poderá auxiliar médicos a identificar não só a forma e o tipo de coágulos que se formam em um paciente específico, mas também a determinar quais medicamentos seriam mais eficazes para lidar com a obstrução.

Um Avanço Promissor nas Tratamentos

Embora a técnica esteja atualmente em fase de prova de conceito, a visão a longo prazo é que ela permita uma personalização maior nos tratamentos. O estudo foi liderado por Charles Zhao, estudante de doutorado na Universidade de Sydney, que afirma: "Vejo essa abordagem sendo mais relevante em casos clínicos desafiadores, como pacientes que experimentaram eventos recorrentes apesar do tratamento".

Um AVC isquêmico é uma das principais causas de morte no mundo, sendo superado apenas por doenças cardíacas. Muitas vezes, esse tipo de emergência médica ocorre devido a um coágulo solto bloqueando uma artéria no cérebro, privando as células de oxigênio.

A Importância do Modelo “Artery-on-a-Chip”

A formação de coágulos nas artérias é um processo complexo. Quando o revestimento interno de uma artéria é danificado, material abaixo das células, como o colágeno, torna-se exposto ao sangue. A partir daí, uma proteína chamada fator von Willebrand (VWF) se liga a plaquetas, que se aglomeram e formam o coágulo. Contudo, o que acontece após isso determina o risco ao paciente.

Nem todos os coágulos são iguais. Alguns permanecem firmemente aderidos à parede da artéria, enquanto outros podem se desprender e causar um AVC, bloqueando vasos sanguíneos menores no cérebro. "Estamos muito bem na imagem de como uma artéria é estreita, mas a estreiteza por si só não nos diz exatamente como um coágulo se comportará", explica Zhao.

Perspectivas Futuras e Implementações Clínicas

Usar modelos “artérias-em-um-chip” permite que os pesquisadores recriem a exata forma e estrutura dos vasos sanguíneos de um paciente usando impressão 3D. Primeiramente, uma réplica em plástico da artéria carotídea é criada a partir de tomografias computacionais existentes, seguida pela aplicação de colágeno e camadas de células que revestem a artéria. O sangue humano é então passado através dessa artéria replica, imitando a velocidade e pressão do fluxo sanguíneo.

A equipe espera expandir essa pesquisa com o objetivo final de estabelecer modelos de artérias em chip como passos diagnósticos adicionais entre a imagem médica inicial e a seleção de tratamento para pacientes. Ao oferecer uma compreensão mais profunda das diferentes dinâmicas que ocorrem na formação de coágulos, esses novos modelos físicos se tornam um complemento valioso para as imagens médicas tradicionais, potencialmente melhorando os resultados para os pacientes e reduzindo os riscos de AVC.

Nota: Este artigo é para fins informativos apenas e não pretende oferecer aconselhamento médico.

Escrito por Equipe Portal CTMC