Marcelo Marton fica fora da final nas duas provas do dia em Novi Sad
Paranaense enfrenta desafios nas provas da Copa do Mundo de Tiro Esportivo Paralímpico

Desafios em Novi Sad
Na última segunda-feira (27), o atleta paranaense Marcelo Marton, da classe SH1, ficou fora das finais em ambas as provas que disputou durante a etapa da Copa do Mundo de Tiro Esportivo Paralímpico, realizada em Novi Sad, na Sérvia. O evento atraiu 291 atletas de 51 países, incluindo 52 medalhistas paralímpicos, sendo uma importante etapa antes do Mundial que ocorrerá em Changwon, na Coreia do Sul, em setembro.
Resultados da Competição
Marton competiu na carabina de ar 10 m em pé (R1) e na carabina 50 m três posições (R7). Na R1, ele alcançou a marca de 618,7 pontos, terminando em 10º lugar. O húngaro Csaba Rescsik liderou a prova, somando 630,2 pontos. O corte para a final foi estabelecido em 619,3 pontos, com o indiano Ananda Krishnan garantindo a última vaga com uma diferença de apenas 0,6 ponto à frente de Marton.

Na prova da carabina 50 m em três posições, Marton totalizou 552 pontos, colocando-se em 15º lugar. O chinês Dong Chao foi o grande destaque, liderando a classificatória com 592 pontos e avançando à final, que culminou com a vitória de Rescsik, que estabeleceu um novo recorde mundial com 353,8 pontos.

A Delegação Brasileira
A delegação brasileira em Novi Sad é composta por apenas três atletas: além de Marton, competem também Alexandre Galgani e Bruno Kiefer, ambos da classe SH2. Galgani, que é vice-campeão paralímpico na prova em Paris 2024 e estabeleceu um recorde das Américas na classificatória, é visto como o principal nome da equipe durante esta etapa. Os resultados da dupla na R5 ainda aguardam divulgação.
A Importância do Evento
A Copa do Mundo de Novi Sad se configura como um marco para os atletas, não apenas pelos desafios que apresenta, mas também pela preparação para as próximas competições. Este evento é uma grande vitrine para os atletas paralímpicos, proporcionando mais visibilidade e reconhecimento ao esporte, que teve seu pódio brasileiro em Rio 2016, encerrando um jejum de 96 anos no tiro esportivo.

À medida que a equipe brasileira se prepara para os desafios futuros, a determinação e o esforço de atletas como Marcelo Marton continuam a inspirar muitos, mostrando que, independentemente dos resultados, a jornada de cada um traz lições valiosas para o futuro do esporte paralímpico.