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Desvendando a Constipação Espacial: O Impacto da Microgravidade na Saúde Astronauta

Estudo da NASA revela novas descobertas sobre a saúde gastrointestinal em voos espaciais prolongados

Desvendando a Constipação Espacial: O Impacto da Microgravidade na Saúde Astronauta

O Desafio da Digestão no Espaço

Um novo estudo apoiado pela NASA confirmou o que muitos já suspeitavam: a vida no espaço pode causar severos problemas digestivos, sendo a constipação o mais comum entre os astronautas. Este artigo explora os riscos ocultos da constipação a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) e como isso poderá impactar missões futuras, como as para Marte.

A pesquisa foi publicada em 29 de junho de 2026 na revista Nature Communications, revelando que mais de 400 amostras de sangue coletadas de 52 astronautas revelaram mudanças significativas nos metabolitos, produtos da digestão, que podem explicar a dificuldade de evacuação em microgravidade. Esta complexa questão vai além do aparelho digestivo, levantando preocupações sobre a saúde a longo prazo dos viajantes espaciais.

Astronauta da NASA durante uma caminhada espacial

A Constipação e Seus Efeitos

Desde os primeiros dias das viagens espaciais, os astronautas relataram que fazer “número dois” se torna um desafio, não apenas pela complexidade do vaso sanitário espacial, mas pelas alterações fisiológicas que ocorrem no corpo em microgravidade. A constipação é um dos diversos problemas digestivos enfrentados pelos astronautas, que inclui distensão abdominal, indigestão e refluxo ácido.

Os autores do estudo encontraram que os efeitos da microgravidade começam a aparecer logo na primeira semana de missão e podem persistir por todo o tempo que o astronauta permanecer no espaço. Segundo Giorgia La Barbera, autora principal do estudo, "as bactérias intestinais começam a fermentar proteínas em maior proporção do que o normal, um fenômeno que ocorre apenas semanas após chegada à ISS."

Astronautas após retorno de longa estadia na ISS

Microgravidade e a Fermentação das Proteínas

A pesquisa revelou que a ausência de gravidade pode desacelerar o trânsito intestinal, permitindo que as fibras sejam decompostas de forma diferente. Na prática, isso leva a um aumento na fermentação de proteínas, o que é uma resposta adaptativa, mas que pode trazer efeitos adversos à saúde. O, co-autor do estudo, Henrik Roager, observou que, apesar de ser uma reação natural, o resultado pode ser preocupante: "essa mudança na fermentação de alimentos representa um risco não apenas para a função intestinal, mas para a saúde geral do astronauta."

Riscos Potenciais a Longo Prazo

Descobriu-se que, em voos espaço prolongados, os subprodutos da fermentação de proteínas, como amônia e sulfeto de hidrogênio, podem se acumular e afetar a saúde dos astronautas de maneiras inesperadas, incluindo danos aos rins e perturbações no humor.

AO lado da saúde intestinal, esses metabólitos também podem estar associados com inflamações e danos à parede intestinal, o que levanta questões sérias sobre a viabilidade de missões a Marte. Com a possibilidade de viagens espaciais que duram meses, o impacto da proteína fermentada pode se tornar um problema crítico que demanda soluções.

Lançamento de um foguete da Soyuz para a ISS

Próximos Passos e Prevenções

Como a autora do estudo La Barbera destacou, para futuras jornadas de longa duração, "medidas devem ser implementadas para mitigar os efeitos negativos da viagem espacial nos intestinos." Isso pode incluir adaptações na dieta alimentícia, uso de prebióticos e probióticos, assim como um monitoramento rigoroso dos parâmetros de saúde durante as missões.

Portanto, enquanto as futuras conquistas espaciais se aproximam, a pesquisa sobre a saúde gastrointestinal dos astronautas emergiu como uma prioridade, revelando como o ambiente inóspito do espaço pode afetar até mesmo as funções mais básicas do corpo humano.

Escrito por Equipe Portal CTMC