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Entenda a Disparidade nos Alertas da Defesa Civil: A Tecnologia por Trás do Sistema

Como a localização e a tecnologia influenciam na recepção dos alertas em momentos de emergência

Entenda a Disparidade nos Alertas da Defesa Civil: A Tecnologia por Trás do Sistema

O Alerta que Trouxe Confusão

Na madrugada do último dia 20 de outubro, um alerta sonoro foi disparado através de celulares de moradores em várias regiões do Brasil, levantando uma dúvida crucial: por que algumas pessoas receberam a mensagem enquanto outras, mesmo em localidades vizinhas, não receberam? Para entender essa disparidade, é necessário um olhar mais atento sobre a tecnologia em uso e a dinâmica das áreas selecionadas.

A Tecnologia Cell Broadcast

A Defesa Civil utiliza um sistema chamado Cell Broadcast, que permite a transmissão de mensagens emergenciais para todos os celulares conectados a torres de telefonia móvel em uma área específica. Mas a delimitação dessa área é uma questão central. Segundo Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks, técnicos da Defesa Civil definem, por meio de um mapa, quais regiões devem ser alertadas.

Esse método revela que a mensagem não é enviada de maneira individualizada, mas sim coletivamente, dependendo da conexão da antena à qual o celular está agindo. É aqui que entra a complexidade: um bairro pode estar excluído do disparo se a área desenhada no mapa não o incluir.

O Impacto da Localização das Antenas

Um dos fatores que determina se um celular recebe o alerta é a localização da antena de telefonia móvel, ou Estação Rádio Base (ERB), que atende a área. Por exemplo, habitantes próximos a uma divisa entre cidades podem acabar recebendo mensagens para um município vizinho, caso suas antenas pertençam a essa região específica.

Erros e Invasões: O Caso do Alerta Indevido

No caso do alerta registrado na madrugada, a Defesa Civil notificou que uma invasão à sua plataforma foi realizada, causando um disparo indevido de um alerta descrito como "Alerta Extremo" com a palavra "misantropia", alheia a qualquer risco real. Esse alerta foi disparado sem o conhecimento da Defesa Civil e, por isso, amplamente questionado.

Por Que Não Receber um Alerta?

Além da área selecionada e da antena, outros fatores podem impedir o recebimento da mensagem. Dispositivos sem sinal, no modo avião, ou que apenas estão conectados ao Wi-Fi não conseguem receber os alertas. Modelos muito antigos ou não homologados também ficam de fora. Ademais, usuários podem ter desabilitado as configurações de alertas de emergência em seus aparelhos.

Resultados Variáveis em Cidades Vizinhas

Em regiões metropolitanas, onde os municípios são adjacentes, os resultados do alerta podem ser ainda mais variados. Um sistema pode enviar notificações para uma cidade e deixar outra excluída dependendo das antenas que atendem cada local. Para técnicos, esta é uma questão de geolocalização e ligação da rede móvel, não necessariamente de um erro no sistema em si.

A Auditoria e os Limites do Sistema

A estrutura do sistema permite auditoria posterior, dando aos responsáveis uma visão de quais antenas distribuíram a mensagem, mas não consegue rastrear celular por celular quem recebeu ou visualizou o alerta. Assim, enquanto alguns moradores ficam perplexos com a discrepância de informações recebidas, a resposta técnica revela um sistema complexo que depende de múltiplas variáveis.

O Futuro da Comunicação em Emergência

A tecnologia avança, e com ela, a necessidade de sistemas de alertas mais eficazes e transparentes se torna ainda mais urgente. Com ataques cibernéticos se tornando comuns, como o que ocorreu, um foco maior em segurança e confiabilidade nos sistemas de transmissão de mensagens emergenciais é imperativo para garantir que a população esteja informada adequadamente em crises.

Escrito por Equipe Portal CTMC