Susan Rice Critica Acordo com o Irã: 'Concessões Excessivas Foram Feitas'
A ex-conselheira de Segurança Nacional de Obama expressa suas preocupações sobre o novo acordo nuclear.

Uma Análise Crítica da Última Concessão ao Irã
No último domingo, Susan Rice, ex-conselheira de segurança nacional durante a presidência de Barack Obama, fez duras críticas ao novo acordo estabelecido entre a administração Trump e o Irã. Em uma entrevista exclusiva, ela qualificou o acordo como uma “blunder estratégico” e alertou sobre as numerosas concessões feitas pelos Estados Unidos.
Rice enfatizou que as concessões feitas ao Irã foram exorbitantes e prematuras, afirmando que o documento de entender, que consiste em apenas duas páginas, não deveria ter resultado em tais concessões sem um acordo abrangente prévio sobre o programa nuclear iraniano.

“É egregioso, Jon, porque tantas concessões foram feitas logo de cara neste acordo incipiente, que normalmente não deveriam ter sido oferecidas até que houvesse um acordo completo sobre seu programa nuclear,” declarou Rice durante sua aparição no programa This Week.
O Acordo Nuclear de 2015 e Suas Implicações
Rice foi uma das principais negociadoras do Plano de Ação Conjunto Abrangente de 2015, que exigiu várias concessões do Irã, como a limitação na capacidade de enriquecer urânio grau-bomba e a permissão para inspeções internacionais. O novo acordo, segundo Rice, não garante a mesma robustez.

Segundo o documento atual, questões nucleares sensíveis não estão completamente definidas. Apenas um parágrafo do acordo menciona: “A República Islâmica do Irã reafirma que não procurará nem desenvolverá armas nucleares”. Entretanto, limitações sobre o enriquecimento e a gestão do estoque de urânio altamente enriquecido não são claras.
Consequências Econômicas e Políticas do Novo Acordo
Rice destacou que, com o acordo, o Irã agora pode vender todo o seu petróleo sem restrições e acessar bilhões de dólares em ativos que estavam congelados. “Isso significa que eles poderão usar esses recursos sem limitações, ao contrário do acordo da era Obama, que restringia o uso desses fundos a propósitos humanitários,” alertou.
Além disso, as futuras discussões sobre o Estreito de Ormuz, o descongelamento de ativos iranianos, e o desenvolvimento econômico do Irã poderiam permitir que o país financie atividades negativas em vez de promover um desenvolvimento pacífico.

A ex-conselheira concluiu sua análise apontando que o novo acordo pode abrir espaço para que o Irã utilize esses fundos para apoiar proxies terroristas na região, ao contrário das restrições anteriores que limitavam o uso de suas reservas.”