Alexandre Galgani conquista dois ouros no tiro esportivo e mira o Mundial
Atirador paulista finaliza teste antes do Grand Prix com três medalhas no Circuito Paralímpico, no Rio de Janeiro.

Supremacia no Circuito Paralímpico
O Circuito Paralímpico de tiro esportivo, realizado no último domingo (21) na Escola Naval, no Rio de Janeiro, testemunhou a brilhante performance do atirador paulista Alexandre Galgani. Ele se destacou ao conquistar duas medalhas de ouro e uma medalha de prata, consolidando sua posição como um dos principais atletas da modalidade na atualidade.
Galgani participou da concorrida disputa que contou com a presença de 79 atiradores de diversas partes do Brasil. Na sua principal prova, a carabina de ar 10m deitado misto, ele não apenas garantiu o ouro com incríveis 637,1 pontos, como também se consolidou como um dos favoritos para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024, onde já conquistou a medalha de prata em edições anteriores.

O capixaba Bruno Kiefer ficou com a medalha de prata ao registrar 633,3 pontos, enquanto Emerson Pereira conquistou o bronze com 628,6 pontos.
Um Olhar no Futuro: Grand Prix e Mundial
Este foi o primeiro desafio da temporada para Galgani, que já tem seus olhos voltados para o Grand Prix de Arequipa, no Peru, que acontece no próximo mês, e principalmente para o Campeonato Mundial marcado para setembro em Changwon, Coreia do Sul.
“Eu faço um cronograma de provas visando curto, médio e longo prazo, sempre com foco no Mundial, porque é a principal competição deste ano. Então, demos start no ciclo agora nesta competição e só tenho a agradecer”, declarou Galgani após a competição.

Em relação às performances de outros atletas durante o Circuito, Marcelo Marton, também se destacou com a conquista de três ouros nas provas que participou, enquanto a atiradora fluminense Débora Campos trouxe para casa duas medalhas de prata.
A Evolução e os Desafios no Tiro Esportivo
Débora, que está passando por uma fase de transição em seus equipamentos, refletiu sobre seu desempenho e as pressões enfrentadas por atletas experientes: “Estou numa fase de transição na pistola de ar, por conta de um equipamento novo. Então, eu sabia que este ano começaria com resultados mais baixos, mas que eles vão evoluir.”
A competição não apenas serve como termômetro para os atiradores, mas também proporciona uma plataforma para que eles calibram suas performances visando eventos maiores, como os Jogos Paralímpicos e o Campeonato Mundial.

O cenário do tiro esportivo paralímpico brasileiro parece promissor, e com atletas como Galgani e seus colegas, o Brasil se fortalece no caminho rumo às vitórias nas competições internacionais futuras.